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Em inúmeras oportunidades nos deparamos com nosso coração inclinado ao pecado, quantas vezes saímos vitoriosos desta situação, nos afastando do erro; porém, em outras tantas, nos vemos arrastados pelos nossos sentimentos e desejos enganosos, sendo encontrados como pecadores.
PECAR, no sentido original da palavra, significa “afastar de Deus”, incluindo tanto questões morais, quanto outras que não passam por questões éticas. O pecado faz parte da humanidade (Rm 3:23) , entretanto, a grande temática está em não permanecer no pecado, não sujeitar-se ao pecado .
Assim sendo, o que podemos fazer para que o pecado não reine nas nossas vidas?
Sem pretender esgotar as possíveis respostas para esta questão, meditaremos sobre algumas manifestações sobrenaturais divinas que permitem, mesmo nos dias atuais, nos manter firmes nas provações e fiéis a Deus.
Chamaremos a primeira resposta de “revelação espiritual”. Esta ação do Espírito de Deus sobre nossas vidas significa um processo de vivificação, uma regeneração instantânea sobre áreas da nossa vida que estavam “mortas”, regiões sobre as quais Deus não tinha pleno controle, onde nós não conhecíamos a verdadeira liberdade prometida por Cristo.
Vejamos a narrativa bíblica sobre a vida de Nicodemos ( Jo 3:1-10), na qual este homem religioso, cumpridor das normas e costumes judaicos, mestre da lei, é convidado a um novo nascimento, por parte do Espírito Santo, a fim de conhecer a verdadeira essência da comunhão Deus. A grande capacitação moral e intelectual de Nicodemos era incapaz de manter uma vida com Deus, somente uma revelação espiritual seria capaz de fazê-lo transpor as barreiras do pecado de sua humanidade.
Chamaremos a segunda resposta de “Cura Interior”. Muitas vezes, nossos pecados estão originados numa alma doente, fragilizada por um passado coberto de desilusões e traumas, que não possui uma estrutura capaz de suportar as pressões ou as ilusões da vida. Portanto, cura interior corresponde a um processo de tratamento divino nas nossas feridas e cicatrizes interiores.
A passagem do encontro de Jesus com uma mulher samaritana ( Jo 4:1-42) representa o processo citado acima. Esta mulher considerava-se desprovida de direitos, inferior e solitária, conduzindo sua vida pessoal indevidamente. Jesus ao encontrá-la não a repreende por seus pecados, mas oferece-lhe a “água da vida”, capaz de saciar sua sede eternamente. A samaritana muda seu rumo de vida, “deixa seu cântaro” e parte para um novo estilo de vida.
Queridos, Deus nos deu instrumentos para suportar as tentações e vencermos o pecado. Entretanto, o ato de pecar depende fundamentalmente da aquiescência da nossa vontade, assim, Deus busca corações desejosos de afastar-se do erro e ansiosos por desejarem a presença do Pai, corações que O amem. Que Deus nos encontre! Que Deus revele-se e nos cure sempre!
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; E aquele que me ama será amado por meu Pai, e Eu também o amarei e me manifestarei a Ele.” (Jo 14:21)
Pb Raul Lima |